Responder a: Diversas dúvidas de Meteorologia e Ondas

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#2763
fabio
Mestre

Dúvida 3) No material encontrei o seguinte esclarecimento:
“Os ventos gradientes em baixos níveis aumentam a velocidade nos cavados e reduzem a velocidade nas cristas (estamos tratando do plano horizontal). Isto induz à divergência horizontal, em baixos níveis, avante das cristas, e à convergência horizontal, em baixos níveis, avante dos cavados. Em altos níveis ocorre o contrário.”
Confesso, que por não entender o conceito de crista e cavado, também pouco entendi a respeito desta explicação. Alguém poderia me explicar por gentileza?

– Na verdade o conceito básico que voce não captou foi o seguinte : a perturbação na circulação zonal é a origem das frentes.
– Voltemos à analogia com a estrada sinuosa do item 2. A circulação zonal é uma estrada com fluxo constante de carros, paralelamente às linhas de latitude da Terra.
– Pois bem, se o fluxo é constante e fechado num círculo global, reduzir a velocidade num ponto obrigatoriamente causará aumento da velocidade logo em seguida. Aumentar a velocidade terá efeito contrário, pois alguém vai ter que “freiar” mais adiante pra manter a velocidade média constante.
– Cristas e cavados são perturbações na circulação zonal, que causam convergência e divergência ao induzirem curvas nessa estrada.
– Agora outro ponto importante que voce levantou : toda convergência na superfície tem uma divergência correspondente em altos níveis acima dela, e toda divergência na superfície tem uma convergência logo acima também.
– O ar “espremido” (convergindo) na horizontal escapa para cima, e lá em cima em algum ponto ele se dissipa novamente (divergindo) como num vulcão. Assim se formam as nuvens Cumulonimbus, e a divergência no topo é indicada pelos Cirrus.
– Da mesma forma um ar num centro de alta pressão divergindo na superfície terá uma convergência em altos níveis, como um vulcão de ponta cabeça.
– O livro de fato não explica direito estes fenômenos de forma global, pois é feito para marítimos, e não há o cuidado em explicar também a circulação em altos níveis tão detalhadamente como na superfície.