fbpx

Diversas dúvidas de Meteorologia e Ondas

Home (concurso para prático) Fóruns Meteorologia Integrada Diversas dúvidas de Meteorologia e Ondas

Este tópico contém respostas, possui 3 vozes e foi atualizado pela última vez por  Rodolfohern 4 anos, 3 meses atrás.

  • Autor
    Posts
  • #2760

    Rodolfohern
    Participante

    Dúvidas de meteorologia.

    Estou com dúvidas nos seguintes temas. Por favor, não surtem.

    Dúvida 1) Não entendi o conceito básico de Crista e Cavado? Alguém poderia me explicar por gentileza? Entendo que toda FF e FQ formará um círculo (conforme visto nas cartas sinóticas), sendo que há isóbaras mais perto dos polos (cristas) e isóbaras mais perto do equador (cavados).

    Dúvida 2) Não entendi a influência das convergências e divergências nas velocidades dos ventos. Alguém poderia me explicar por gentileza? Conforme dito pelo material “a ocorrência de divergência e convergência do ar pode estar associadas à alteração na aceleração do escoamento horizontal do ar: a convergência reduz a velocidade horizontal e divergência aumenta a velocidade horizontal”. Não compreendi este raciocínio?

    Dúvida 3) No material encontrei o seguinte esclarecimento:
    “Os ventos gradientes em baixos níveis aumentam a velocidade nos cavados e reduzem a velocidade nas cristas (estamos tratando do plano horizontal). Isto induz à divergência horizontal, em baixos níveis, avante das cristas, e à convergência horizontal, em baixos níveis, avante dos cavados. Em altos níveis ocorre o contrário.”
    Confesso, que por não entender o conceito de crista e cavado, também pouco entendi a respeito desta explicação. Alguém poderia me explicar por gentileza?

    Dúvida 4) No material encontrei o seguinte ensinamento:
    “Um aumento da velocidade do vento a jusante (para onde corre o fluxo) do escoamento causa divergência. Já uma diminuição da velocidade do vento a jusante do escoamento causa convergência.”
    Alguém poderia me explicar por gentileza o que isto significa?

    Dúvida 5) Qual o significado de nível de divergência nula? Toda corrente de ar convergente na superfície (baixa pressão), fazendo a convecção para cima, será divergente na altitude. Assim, o nível de divergência nula é a metade da altitude da corrente ascendente?

    Dúvida 6) Entendo que o correto é dizer a força Cariolis afeta a circulação zonal e não a circulação meridional, como consta na aula on-line de meteorologia. Visto que esta força afeta o sentido horizontal do vento e não vertical. Qual a opinião de vocês? Talvez eu esteja confundindo conceito e tanto a circulação meridional quanto a zonal se dão no plano horizontal ?

    Dúvida 7) Não entendi as manobras de evasão pro semicírculo perigoso ou navegável (HS ou HN). Não consegui entender o por quê das setas que passam pelos desenhos N1, N2, N3, T1, P1, P2 e P3 e tão pouco o por quê do barco fazer os respectivos os movimentos. Alguém conhece algum vídeo, material ou conhecimento para compartilhar?
    Ainda dentro do tema de manobras de evasão: vamos pegar como exemplo uma manobra de evasão no HS. Quando olhamos as orientações Tabela de Resumo das Situações, localizado no semicírculo perigoso, a tabela diz para governar com o vento na bochecha de BB (315 relativos). Porém quando olhamos o slide anterior a teoria diz para navegar com o vento na bochecha de BB (45). Essa discordância acontece em todas as orientações de navegação. Alguém saberia me explicar por que, por gentileza?

    Dúvida 8) O material possui o seguinte ensinamento: no caso de oclusão do tipo fria, “o tempo avante da oclusão é similar ao que ocorreria com o avanço da frente quente”. Não entendi tal conceito, alguém saberia mais detalhes?

    Dúvida 9) O material possui o seguinte ensinamento relacionado a interpretação meteorológica: “Um sistema frontal apresenta uma depressão junto à frente e dois anticiclones (um da massa quente e outro da massa fria). A diferença de pressão entre os anticiclones é que determina a velocidade de deslocamento da massa fria. Dúvidas (i) um sistema frontal seria uma frente (quente ou fria)? (ii) o que seria uma depressão junto à frente? (iii) o correto seria mencionar um ciclone (frente quente) e um anticiclone (frente fria)?

    Dúvida 10) No material consta que ”as frentes frias do HS se deslocam na direção NE/E com velocidades de 10 nós e os centros de BP a elas associadas se deslocam para E/SE”. Em frentes frias há apenas centros de AP, assim, qual o significado de “centro de BP a elas associadas”? Não compreendi o raciocínio desta parte. Outra dúvida, qual a lógica dos sentidos das trajetórias de deslocamento?

    Dúvida 11) No material consta que “Nas frentes frias presentes no HS, durante a sua aproximação o vento sopra do NW ou N. Após a passagem, o vento sopra do SW.” Qual a lógica por trás destes sentidos? Vi que já tem outro tópico falando disso, mas ainda não compreendi.

    Dúvida 12) No material consta que “Nas frentes frias presentes no HS, durante a sua aproximação a pressão cai e a temperatura aumenta. Após a passagem, a pressão sobe e a temperatura cai”.
    Tenho alguns contra argumentos que valem a discussão.
    Uma frente fria por natureza possui alta pressão e temperatura baixa, assim durante a sua aproximação estas condições deveriam acontecer e não uma queda na pressão e aumento de temperatura, como consta no material. Está correto esta análise?
    Adicionalmente, numa situação após a sua passagem, isso quer dizer que estamos mais uma vez numa massa de ar quente e por isso acredito que a pressão deveria voltar a cair e a temperatura subir. Mais uma vez o contrário do exposto pelo material. Qual o entendimento/explicação para estes contra pontos?

    A mesma situação está exposta no material para as frentes quentes. Sua aproximação a pressão cai lentamente (até aqui faz sentido) e a temperatura se mantem constante (acredito que a temperatura deveria aumentar). Após a sua passagem a pressão cai e a temperatura aumenta (numa situação de após quer dizer que estamos numa massa de ar fria e, então, a pressão deveria subir e a temperatura cair). Qual o entendimento/explicação para estes contra pontos?

    Dúvida 13) No material consta que “Nas frentes quentes, presentes no HS, durante a sua aproximação o vento sopra do NE. Após a passagem, o vento sopra do NW.” Qual a lógica por trás destes sentidos? Também notei que há outro tópico a respeito.

    Dúvida 14) Segundo o material “Em médias e altas latitudes ocorrem cavados. Dentro do cavado observa-se, partindo do centro de BP, todo o sistema frontal, com as frentes fria, quente e oclusa. O cavado e o sistema frontal se desloca normalmente a 10 nós e em trajetória NE/E no HS”. Neste parágrafo tive bastante dúvidas, vamos a elas (i) Se o centro é de BP, por que a menção de “frentes fria quente e oclusa”? (ii) O movimento NE/E são exclusivas das frentes frias (alta pressão), conforme consta no item 10 anterior. Assim, porque a menção do “centro de BP”? (iii) O material não deveria ser corrigido para AP e deixar a menção somente de frente fria?

    Dúvida 15) Estou com dúvida no seguinte conceito para interpretação de informações meteorológicas. Segundo material “A ocorrência de FQ e FF está associada a presença de cavado e centros de BP, indicado pela configuração das isóbaras”. Porque a menção apenas de “centros de BP”? O correto não seria considerar os centros de AP? Visto que BP significa ocorrência única de FQ e a AP significa unicamente a FF.

    Dúvida 16) Não consegui entender o seguinte conceito do material “A localização do centro de baixa pressão associado ao cavado e ao sistema frontal é indicada pela região de encontra entre FF e FQ ou na extremidade inicial da frente oclusa”. Alguém possui mais detalhes? Por que é citado unicamente a centro de BP e desconsiderado os centros de AP?

    Dúvida 17) Segundo o material contas que “No HS, o centro de BP está sempre a esquerda de onde vem o marulho”. Não entendi a racional de estar SEMPRE a esquerda. Alguém possui mais detalhes/explicações?

    Dúvida 18) No material consta que “As FF no Brasil, durante o verão, sofrem alteração no comportamento devido a intensificação do anticiclone tropical marinho, a leste da costa”. O que é um anticiclone tropical marinho? Havia entendido que na região tropical havia a formação apenas de ciclones. E porque estes anticiclones afetam o comportamento das FF durante o verão.

    Dúvida 19) Consta no material que a América Latina é afetada por situações meteorológicas como (i) “Vórtices ciclônicos em baixos níveis, associados a cavados e FF” e (ii) “Vórtice Anticiclônico em altos níveis, associados a Alta da Bolívei e Alta do Atlântico Sul”. Do que se tratam estes 2 fenômenos? Em pesquisa pela internet encontrei detalhes apenas de Vórtice Ciclônico em Altos Nïveis (VCAN).

    Dúvida 20) No material consta que “O gradiente horizontal de temperatura pode indicar a presença da brisas”. No meu entendimento está frase está incorreta, pois o que dita o movimento dos ventos é a gradiente horizontal de pressão (consequência do da diferença/gradiente de temperatura). O que acham a respeito?

    Dúvida 21) Há um contradição no material. Na parte relacionada a condições propícias a formação de nevoeiros, uma parte diz que a diferença da Temperatura do ar (T) – TPO deve ser 1º C no mar e de 2º C na terra. Enquanto na outra lâmina consta que a diferença deve ser entre a Temperatura do Ar (T) – TSM Qual está a correta?

    Dúvidas de Ondas
    Dúvida 22) Qual a significado de “semi período de uma onda” e “período aparente de uma onda”? O semi período é a metade de um período aparente?

    Dúvida 23) De acordo com o material: “Navegando com em ângulo com o mar, quando a proa corta a superfície frontal da onda, a embarcação é forçada ao paralelismo com o eixo dos cavados”. Este conceito ficou claro. Porém não pude entender o conceito logo em seguida: “Ao subir na frente da onda, a gravidade tende a forçar a proa em direção ao cavado. Se, nessa situação, o cavado estiver na parte posterior da embarcação, a gravidade também tenderá a torcer o navio para o eixo do cavado (a popa deslizará na vaga)”. O que seriam os conceitos de “subir na frente da onda” e “cavado na parte posterior da embarcação”? Alguém possui mais detalhes ?

  • #2761

    fabio
    Mestre

    Dúvida 1) Não entendi o conceito básico de Crista e Cavado? Alguém poderia me explicar por gentileza? Entendo que toda FF e FQ formará um círculo (conforme visto nas cartas sinóticas), sendo que há isóbaras mais perto dos polos (cristas) e isóbaras mais perto do equador (cavados).

    – Toda FF tem uma FQ associada. Elas giram em torno de um “círculo” de baixa pressão, formado pelas isóbaras. O tal “circulo” é na verdade um formato oval, com a parte pontuda chamada cavado apontando para o equador, e o eixo dessa parte pontuda é o eixo do cavado. A frente fria está no eixo do cavado, e o eixo indica uma mudança brusca na direção dos ventos. A crista é o cavado dos centros de alta pressão, e não tem um eixo tão bem definido.

    – De acordo com livro, na pg 72 : Cavado caracteriza-se pelo alongamento das isóbaras de um centro de baixa pressão. Crista caracteriza-se pelo alongamento das isóbaras de um centro de alta pressão

    • Esta resposta foi modificada 4 anos, 4 meses atrás por  fabio.
  • #2762

    fabio
    Mestre

    Dúvida 2) Não entendi a influência das convergências e divergências nas velocidades dos ventos. Alguém poderia me explicar por gentileza? Conforme dito pelo material “a ocorrência de divergência e convergência do ar pode estar associadas à alteração na aceleração do escoamento horizontal do ar: a convergência reduz a velocidade horizontal e divergência aumenta a velocidade horizontal”. Não compreendi este raciocínio?

    – Imagine a circulação zonal como uma fila de carros numa estrada sinuosa. Algumas curvas são mais estreitas e outras mais largas, o que retarda ou acelera o fluxo.
    – Convergências são as curvas estreitas, que produzem congestionamento no fluxo, e se os carros pudessem subiriam uns sobre os outros (o ar pode, e é isso que ele faz, gerando movimentos ascendentes). Divergências são as curvas largas, onde os carros aceleram (no caso do ar, o espaço vazio “atrai” o ar das camadas verticais adjacentes)
    – Estes fenômenos servem pra explicar que a natureza da circulação zonal também pode produzir movimentos ascendentes ou descendentes de ar pela simples variação de velocidade.

  • #2763

    fabio
    Mestre

    Dúvida 3) No material encontrei o seguinte esclarecimento:
    “Os ventos gradientes em baixos níveis aumentam a velocidade nos cavados e reduzem a velocidade nas cristas (estamos tratando do plano horizontal). Isto induz à divergência horizontal, em baixos níveis, avante das cristas, e à convergência horizontal, em baixos níveis, avante dos cavados. Em altos níveis ocorre o contrário.”
    Confesso, que por não entender o conceito de crista e cavado, também pouco entendi a respeito desta explicação. Alguém poderia me explicar por gentileza?

    – Na verdade o conceito básico que voce não captou foi o seguinte : a perturbação na circulação zonal é a origem das frentes.
    – Voltemos à analogia com a estrada sinuosa do item 2. A circulação zonal é uma estrada com fluxo constante de carros, paralelamente às linhas de latitude da Terra.
    – Pois bem, se o fluxo é constante e fechado num círculo global, reduzir a velocidade num ponto obrigatoriamente causará aumento da velocidade logo em seguida. Aumentar a velocidade terá efeito contrário, pois alguém vai ter que “freiar” mais adiante pra manter a velocidade média constante.
    – Cristas e cavados são perturbações na circulação zonal, que causam convergência e divergência ao induzirem curvas nessa estrada.
    – Agora outro ponto importante que voce levantou : toda convergência na superfície tem uma divergência correspondente em altos níveis acima dela, e toda divergência na superfície tem uma convergência logo acima também.
    – O ar “espremido” (convergindo) na horizontal escapa para cima, e lá em cima em algum ponto ele se dissipa novamente (divergindo) como num vulcão. Assim se formam as nuvens Cumulonimbus, e a divergência no topo é indicada pelos Cirrus.
    – Da mesma forma um ar num centro de alta pressão divergindo na superfície terá uma convergência em altos níveis, como um vulcão de ponta cabeça.
    – O livro de fato não explica direito estes fenômenos de forma global, pois é feito para marítimos, e não há o cuidado em explicar também a circulação em altos níveis tão detalhadamente como na superfície.

  • #2764

    fabio
    Mestre

    Dúvida 4) No material encontrei o seguinte ensinamento:
    “Um aumento da velocidade do vento a jusante (para onde corre o fluxo) do escoamento causa divergência. Já uma diminuição da velocidade do vento a jusante do escoamento causa convergência.”
    Alguém poderia me explicar por gentileza o que isto significa?

    – Creio que os itens 2 e 3 explicam esta questão. Replico abaixo.
    – Se o fluxo é constante e fechado num círculo global, reduzir a velocidade num ponto obrigatoriamente causará aumento da velocidade logo em seguida, pelo próprio “vácuo” que se formará. Aumentar a velocidade terá efeito contrário, pois alguém vai ter que “freiar” mais adiante pra manter a velocidade média constante.

  • #2765

    fabio
    Mestre

    Dúvida 5) Qual o significado de nível de divergência nula? Toda corrente de ar convergente na superfície (baixa pressão), fazendo a convecção para cima, será divergente na altitude. Assim, o nível de divergência nula é a metade da altitude da corrente ascendente?

    – Exatamente, nesta transição vertical, onde há déficit numa ponta , e superavit na outra, há um ponto num nível intermediário de resultante nula onde nada entra e nada sai da coluna de ar.

  • #2766

    fabio
    Mestre

    Dúvida 6) Entendo que o correto é dizer a força Coriolis afeta a circulação zonal e não a circulação meridional, como consta na aula on-line de meteorologia. Visto que esta força afeta o sentido horizontal do vento e não vertical. Qual a opinião de vocês? Talvez eu esteja confundindo conceito e tanto a circulação meridional quanto a zonal se dão no plano horizontal ?

    – É uma questão de ponto de vista. Na meteorologia convencionou-se o seguinte:
    – Circulação Meridional é originada pelo aquecimento desigual da superfície da terra, ponto final.
    – Circulação Zonal é o resultado da ação da força de Coriolis sobre a circulação Meridional.
    – Portanto a tal força de Coriolis, ao afetar a circulação Meridional, dá origem à circulação Zonal.

  • #2767

    fabio
    Mestre

    Dúvida 7) Não entendi as manobras de evasão pro semicírculo perigoso ou navegável (HS ou HN). Não consegui entender o por quê das setas que passam pelos desenhos N1, N2, N3, T1, P1, P2 e P3 e tão pouco o por quê do barco fazer os respectivos os movimentos. Alguém conhece algum vídeo, material ou conhecimento para compartilhar?
    Ainda dentro do tema de manobras de evasão: vamos pegar como exemplo uma manobra de evasão no HS. Quando olhamos as orientações Tabela de Resumo das Situações, localizado no semicírculo perigoso, a tabela diz para governar com o vento na bochecha de BB (315 relativos). Porém quando olhamos o slide anterior a teoria diz para navegar com o vento na bochecha de BB (45). Essa discordância acontece em todas as orientações de navegação. Alguém saberia me explicar por que, por gentileza?

    – Vou deixar essa pro Renato. Eu nunca estudei manobra evasiva de furacão, pois nunca caiu em prova. Neve, gelo e furação nunca cairam.

    • #2789

      Dúvida 7) Não entendi as manobras de evasão pro semicírculo perigoso ou navegável (HS ou HN). Não consegui entender o por quê das setas que passam pelos desenhos N1, N2, N3, T1, P1, P2 e P3 e tão pouco o por quê do barco fazer os respectivos os movimentos. Alguém conhece algum vídeo, material ou conhecimento para compartilhar?
      Ainda dentro do tema de manobras de evasão: vamos pegar como exemplo uma manobra de evasão no HS. Quando olhamos as orientações Tabela de Resumo das Situações, localizado no semicírculo perigoso, a tabela diz para governar com o vento na bochecha de BB (315 relativos). Porém quando olhamos o slide anterior a teoria diz para navegar com o vento na bochecha de BB (45). Essa discordância acontece em todas as orientações de navegação. Alguém saberia me explicar por que, por gentileza?

      Colocamos em anexo um slide que explica o que é semicírculo (SC) perigoso e navegável no HS (vamos usar esse hemisfério como base).
      O objetivo da embarcação, quando da evasão de um furacão, é sempre sair da trajetória dele, principalmente evitando seu centro e o semicírculo perigoso.
      O autor (Miguens) expõe uma regra prática que é:
      – Vento na alheta de BB no SC navegável (correndo com o tempo)
      – Vento na bochecha de BB no SC perigoso (capeando)
      – Vento na alheta de BB (quase popa) quando na rota do furacão (fugir para o SC navegável)

      A questão das marcações realmente está confuso. Na tabela resumo está correto, trazendo as marcações relativas. Já no slide está trazendo o ângulo do vento em relação à alheta/bochecha. Vamos ajustar o material.

      Att.

      • Esta resposta foi modificada 4 anos, 4 meses atrás por  Sierra Pilots.
      Anexos:
      You must be logged in to view attached files.
  • #2768

    fabio
    Mestre

    Dúvida 8) O material possui o seguinte ensinamento: no caso de oclusão do tipo fria, “o tempo avante da oclusão é similar ao que ocorreria com o avanço da frente quente”. Não entendi tal conceito, alguém saberia mais detalhes?

    – Oclusão é sempre um processo no qual uma frente fria alcança e atropela uma frente quente. Em todos os casos, o ar mais quente sempre perde o contato com a superfície, e segue empurrado acima e adiante da linha de frente. Este ar quente subindo fará surgir nuvens semelhantes àquelas que surgem numa frente quente. Na verdade falar que “o tempo avante da oclusão é similar ao que ocorreria com o avanço da frente quente” é uma redundância, já que na frente de uma oclusão tem sempre uma frente quente, por definição.

    • Esta resposta foi modificada 4 anos, 4 meses atrás por  Sierra Pilots.
    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2770

    fabio
    Mestre

    Dúvida 9) O material possui o seguinte ensinamento relacionado a interpretação meteorológica: “Um sistema frontal apresenta uma depressão junto à frente e dois anticiclones (um da massa quente e outro da massa fria). A diferença de pressão entre os anticiclones é que determina a velocidade de deslocamento da massa fria. Dúvidas (i) um sistema frontal seria uma frente (quente ou fria)? (ii) o que seria uma depressão junto à frente? (iii) o correto seria mencionar um ciclone (frente quente) e um anticiclone (frente fria)?

    i) Sistema frontal é uma frente qualquer, lembrando que toda frente fria tem uma frente quente associada do outro lado do centro de baixa pressão (depressão). No caso das frente no Brasil, a fria fica à NW , e a quente fica a SE do centro de baixa pressão.

    ii) todas as frentes estão associadas a um centro da baixa pressão (ou depressão), em torno do qual elas giram em sentido horário no hemisfério sul. Veja figura anexa tirada do livro na pg 132.

    iii) Não, ciclone é uma coisa, anticiclone é outra, e frente é outra. Andam juntos. Se voce der um “zoom out” no mapa sinótico, verá que tem anticiclones por perto da depressão, é uma analogia com as ondas na superfície do mar, por isso também chamam de cavado e crista, pra ter uma perturbação tem que haver cavados e cristas (se alguém sobe, outro alguém tem que descer). O que o autor quis dizer é mais uma redundância, pois sempre é a diferença de pressão que determina a velocidade dos ventos, que por sua vez empurram as frentes.

    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2771

    fabio
    Mestre

    Dúvida 10) No material consta que ”as frentes frias do HS se deslocam na direção NE/E com velocidades de 10 nós e os centros de BP a elas associadas se deslocam para E/SE”. Em frentes frias há apenas centros de AP, assim, qual o significado de “centro de BP a elas associadas”? Não compreendi o raciocínio desta parte. Outra dúvida, qual a lógica dos sentidos das trajetórias de deslocamento?

    – Creio que essa ficou bem esclarecida no item 9. O deslocamento da frente é perpendicular à linha de frente, como uma linha de batalha avançando sobre o campo inimigo, numa guerra entre massas de ar frio e quente. As massas de ar não se misturam, lembra? Uma empurra a outra, essa é a lógica.

    i) Sistema frontal é uma frente qualquer, lembrando que toda frente fria tem uma frente quente associada do outro lado do centro de baixa pressão (depressão). No caso das frente no Brasil, a fria fica à NW , e a quente fica a SE do centro de baixa pressão.

    ii) todas as frentes estão associadas a um centro da baixa pressão (ou depressão), em torno do qual elas giram em sentido horário no hemisfério sul.

    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2773

    fabio
    Mestre

    Dúvida 11) No material consta que “Nas frentes frias presentes no HS, durante a sua aproximação o vento sopra do NW ou N. Após a passagem, o vento sopra do SW.” Qual a lógica por trás destes sentidos? Vi que já tem outro tópico falando disso, mas ainda não compreendi.

    De uma olhada nessa carta sinótica novamente. Veja a direção das isóbaras avante e atrás da frente na região Sudeste do Brasil. Sabendo que o vento sopra paralelo às isóbaras, e que em torno da alta pressão o sentido dos ventos é anti-horário, enquanto em torno da baixa é sentido horário, fica fácil perceber que para um observador em São Paulo por exemplo, enquanto a frente avança pra cima dele, as isóbaras em torno da alta de 1016 na Bahia fazem o vento soprar de NW, trazendo aquele ar quente agradável dos confins de Goiás. Atrás da frente observe que as isóbaras quebram a direção do vento em 90º, por isso depois que a frente passa sobre o observador em São Paulo, o vento onde ele está ronda para SW, trazendo ar gelado da Argentina.

    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2775

    fabio
    Mestre

    Dúvida 12) No material consta que “Nas frentes frias presentes no HS, durante a sua aproximação a pressão cai e a temperatura aumenta. Após a passagem, a pressão sobe e a temperatura cai”.
    Tenho alguns contra argumentos que valem a discussão.
    Uma frente fria por natureza possui alta pressão e temperatura baixa, assim durante a sua aproximação estas condições deveriam acontecer e não uma queda na pressão e aumento de temperatura, como consta no material. Está correto esta análise?
    Adicionalmente, numa situação após a sua passagem, isso quer dizer que estamos mais uma vez numa massa de ar quente e por isso acredito que a pressão deveria voltar a cair e a temperatura subir. Mais uma vez o contrário do exposto pelo material. Qual o entendimento/explicação para estes contra pontos?

    – A rigor frentes não tem temperatura nem pressão, são apenas uma linha imaginária que divide a fronteira entre duas massas de ar de temperatura diferentes.

    – Massas de ar se formam nas condições estáveis dos centros da alta pressão (por isso uma frente tem 2 altas associadas), e quando uma empurra a outra forma-se um ciclone no meio delas, onde tem origem o tal sistema frontal. Veja as figuras anexas tiradas do livro. A primeira mostra a estabilidade normal entre as massas, e a segunda mostra o que acontece quando surge um ciclone no meio das massas, dando origem ao sistema frontal.

    – Como a zona limitrofe entre as massas está na periferia do anticiclone, temos que a região na linha de frente apresenta sempre a pressão mais baixa, e talvez por isso a pressão sempre caia na aproximação de qualquer frente. Isto não está escrito no livro, é uma interpretação minha.

    – O mais importante é que o livro não explica “como” isso acontece em detalhes, por isso não cai na prova. A meteorologia é uma ciência muitas vezes empírica, que não conseguiu ainda estabelecer um modelo matemático para os fenômenos climáticos globais, portanto muitas das explicações que voce procura ainda não existem.

    • Esta resposta foi modificada 4 anos, 4 meses atrás por  fabio.
    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2777

    fabio
    Mestre

    Dúvida 13) No material consta que “Nas frentes quentes, presentes no HS, durante a sua aproximação o vento sopra do NE. Após a passagem, o vento sopra do NW.” Qual a lógica por trás destes sentidos? Também notei que há outro tópico a respeito.

    Todas estas conclusões tem origem no empirismo, na observação da dinâmica das isóbaras. No entanto, já que voce falou de frentes quentes, veja o seguinte:

    – No Brasil praticamente não existem frentes quentes, e isso raramente cai em prova. Predominam as frias e as oclusas nas provas dos últimos 20 anos.
    – Me parece, pela analise da figura abaixo, que a sua pergunta fica respondida. Veja as setas de vento na frente e atrás da frente quente. (pg 129)

    – Veja na outra figura, a carta sinótica da pg 182, as duas frentes quentes no atlântico sul. Repare que a mudança de direção das isóbaras não é tão pronunciada como nas frentes frias (que forma um ângulo bem definido de 90º na linha de frente) Por isso é mais difícil identificar esta lógica para nós leigos.

    – Ao ler as isóbaras, nunca se esqueça que o vento gira no sentido anti-horário em torno dos centros de alta.

    • Esta resposta foi modificada 4 anos, 4 meses atrás por  fabio.
    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2782

    fabio
    Mestre

    Dúvida 14) Segundo o material “Em médias e altas latitudes ocorrem cavados. Dentro do cavado observa-se, partindo do centro de BP, todo o sistema frontal, com as frentes fria, quente e oclusa. O cavado e o sistema frontal se desloca normalmente a 10 nós e em trajetória NE/E no HS”. Neste parágrafo tive bastante dúvidas, vamos a elas (i) Se o centro é de BP, por que a menção de “frentes fria quente e oclusa”? (ii) O movimento NE/E são exclusivas das frentes frias (alta pressão), conforme consta no item 10 anterior. Assim, porque a menção do “centro de BP”? (iii) O material não deveria ser corrigido para AP e deixar a menção somente de frente fria?

    Veja novamente a figura da pg 132. Voce está tentando entender isoladamente fenômenos que são inseparáveis, daí vem sua dificuldade.

    i) Por que não existe frente que não gire em torno de um centro de baixa pressão. São carne e unha, estão sempre juntos.

    ii) O movimento N/NE é das frentes frias e também do centro de baixa.

    iii) Não, o livro e o material estão corretos. O fato dos sistemas frontais estarem associados a dois centros de alta pressão não significa que ocorram DENTRO dos centros de alta. O sistema frontal ocorre dentro do ciclone que se forma entre os anticlones. Veja a figura.

    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2786

    fabio
    Mestre

    Dúvida 15) Estou com dúvida no seguinte conceito para interpretação de informações meteorológicas. Segundo material “A ocorrência de FQ e FF está associada a presença de cavado e centros de BP, indicado pela configuração das isóbaras”. Porque a menção apenas de “centros de BP”? O correto não seria considerar os centros de AP? Visto que BP significa ocorrência única de FQ e a AP significa unicamente a FF.

    O fato dos sistemas frontais estarem associados a dois centros de alta pressão não significa que ocorram DENTRO dos centros de alta. O sistema frontal ocorre dentro do ciclone que se forma entre os anticlones. Veja a figura.

    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2794

    Dúvida 22) Qual a significado de “semi período de uma onda” e “período aparente de uma onda”? O semi período é a metade de um período aparente?

    Período de uma onda: tempo para percorrer um ciclo completo de onda (de cavado a cavado).

    Semi-período é metade do período,

    Período aparente é o período percebido. Se o navio estiver em velocidade avante indo contra as ondas (capeando), este período aparente será reduzido.

  • #2795

    fabio
    Mestre

    Dúvida 16) Não consegui entender o seguinte conceito do material “A localização do centro de baixa pressão associado ao cavado e ao sistema frontal é indicada pela região de encontra entre FF e FQ ou na extremidade inicial da frente oclusa”. Alguém possui mais detalhes? Por que é citado unicamente a centro de BP e desconsiderado os centros de AP?

    Isso é mais uma redundância do autor. Se as linhas de frente começam no centro do ciclone, é evidente que o cruzamento delas está no centro do ciclone. Veja a figura.

    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2801

    fabio
    Mestre

    Dúvida 17) Segundo o material contas que “No HS, o centro de BP está sempre a esquerda de onde vem o marulho”. Não entendi a racional de estar SEMPRE a esquerda. Alguém possui mais detalhes/explicações?

    A lógica é a mesma da relação entre direção do vento e os centros de alta e baixa pressão. Como no HS o vento gira em sentido anti-horário em torno dos centros de alta, um observador recebendo o vento de frente (proa) terá o anticiclone em algum lugar à sua direita, e o ciclone do lado oposto.

    Como os marulhos são formados pelo vento, o autor aplicou a mesma lógica, sem dar maiores detalhes. Há uma figura sobre isso no material online.

    Anexos:
    You must be logged in to view attached files.
  • #2802

    fabio
    Mestre

    Dúvida 18) No material consta que “As FF no Brasil, durante o verão, sofrem alteração no comportamento devido a intensificação do anticiclone tropical marinho, a leste da costa”. O que é um anticiclone tropical marinho? Havia entendido que na região tropical havia a formação apenas de ciclones. E porque estes anticiclones afetam o comportamento das FF durante o verão.

    O tal anticiclone é apenas um centro de alta pressão sobre o oceano atlântico sul, que faz os ventos vindos do quadrante leste se intensificarem no verão brasileiro. O autor não entra em maiores detalhes, apenas faz a constatação.

  • #2803

    fabio
    Mestre

    Dúvida 19) Consta no material que a América Latina é afetada por situações meteorológicas como (i) “Vórtices ciclônicos em baixos níveis, associados a cavados e FF” e (ii) “Vórtice Anticiclônico em altos níveis, associados a Alta da Bolívei e Alta do Atlântico Sul”. Do que se tratam estes 2 fenômenos? Em pesquisa pela internet encontrei detalhes apenas de Vórtice Ciclônico em Altos Nïveis (VCAN).

    O livro não entra em detalhes sobre sistemas que acontecem em altos níveis. O autor joga essa informação sem explicar mais nada a respeito, também já procurei, e não achei nada conclusivo. Como já mencionei, o livro dá mais atenção àquilo que acontece no nível do mar.

  • #2804

    fabio
    Mestre

    Dúvida 20) No material consta que “O gradiente horizontal de temperatura pode indicar a presença da brisas”. No meu entendimento está frase está incorreta, pois o que dita o movimento dos ventos é a gradiente horizontal de pressão (consequência do da diferença/gradiente de temperatura). O que acham a respeito?

    O que o livro quiz dizer com essa frase foi : se voce observar diferença significativa de temperatura entre a costa e o mar, provavelmente haverá brisa. É um fato, que não contradiz a questão da pressão que voce menciona.

  • #2806

    fabio
    Mestre

    Dúvida 21) Há um contradição no material. Na parte relacionada a condições propícias a formação de nevoeiros, uma parte diz que a diferença da Temperatura do ar (T) – TPO deve ser 1º C no mar e de 2º C na terra. Enquanto na outra lâmina consta que a diferença deve ser entre a Temperatura do Ar (T) – TSM Qual está a correta?

    Voce tem razão, ao clicar no botão que dá acesso ao quadro resumo voce é direcionado para uma página que contém um erro.

    A diferença de 1 a 2 graus celsius se aplica à T-TPO. A TSM tem que ser bem menor que essas duas.

    Vamos corrigir.

  • #2809

    Dúvida 23) De acordo com o material: “Navegando com em ângulo com o mar, quando a proa corta a superfície frontal da onda, a embarcação é forçada ao paralelismo com o eixo dos cavados”. Este conceito ficou claro. Porém não pude entender o conceito logo em seguida: “Ao subir na frente da onda, a gravidade tende a forçar a proa em direção ao cavado. Se, nessa situação, o cavado estiver na parte posterior da embarcação, a gravidade também tenderá a torcer o navio para o eixo do cavado (a popa deslizará na vaga)”. O que seriam os conceitos de “subir na frente da onda” e “cavado na parte posterior da embarcação”? Alguém possui mais detalhes ?

    Todo esse texto explica a mesma situação de capear com ângulo em relação ao mar (ondas). Devido à gravidade, tanto a proa quanto a popa são forçadas para baixo (em direção ao cavado). Como o navio está com ângulo ele tenderá a torcer e parar no cavado atravessado ao mar.

    A frase “Se, nessa situação, o cavado estiver na parte posterior da embarcação…” denota um comprimento de onda maior que o comprimento do navio (> 2x) que é uma condição crítica onde o navio pode deslizar em direção ao cavado (como surfar de costas) e atravessar.

    Att.

    Renato

  • #2880

    Rodolfohern
    Participante

    Ok. Obrigado por todos os esclarecimentos.

Você deve fazer login para responder a este tópico.